Rio de Janeiro,
CAPÍTULO IV - O Início

Depois do encontro assinalado no capítulo anterior o
narrador da presente tem a impressão que a semente da nossa organização tinha
sido, naquele momento, semeada, pois os cultos realizados na casa da Rua
Pinheiro Guimarães continuaram dentro do esperado. No entanto, eventos
importantes aconteceram no seio da família Favilla. Quatro das seis filhas da
irmã Emerita contraíram núpcias, entre elas a irmã Cerise (a única que  não era médium de incorporação, lembram-se?)
exatamente com o irmão Ewaldo Reis e Silva, já então reconhecido como médium
com qualificações extraordinárias. 
Talvez por isso tinha sido ele o genro que continuou com maior
proximidade junto ao casal Favilla.

Passaram alguns anos até que a nossa irmã Emerita
considerasse terminada sua missão e com o consentimento do grande protetor
irmão Jerônimo de Praga, foram encerrados os cultos familiares acima
mencionados. Então o casal Favilla, sempre acompanhado pelo genro Ewaldo,
passou a frequentar centros espíritas tradicionais em nossa cidade. Nesse meio
tempo Emerita e Francisco Favilla mudaram para o bairro de Ipanema e pouco
depois o casal Ewaldo e Cerise fez o mesmo: fixou residência também em Ipanema,
na Rua Visconde de Pirajá, numa simpática vila que tinha apenas quatro casas.



As idas em conjunto aos centros espíritas aumentaram, na
oportunidade, sendo interrompidas somente quando uma tragédia abateu a família
Favilla. O seu chefe e provedor Francisco foi acometido de insidiosa doença
obrigando a irmã Emerita a assisti-lo em internações acontecidas em sanatórios
fora da cidade. Com os rendimentos familiares reduzidos veio a crise financeira
que fez com que a irmã Emerita renunciasse ter residência fixa, ficando os dois
filhos do casal ainda menores, sob a responsabilidade das irmãs casadas.



Com o propósito de ajudar espiritualmente seus sogros, o
irmão Ewaldo organiza com periodicidade sessões espíritas em seu domicílio, nas
quais a irmã Emerita comparecia em suas breves permanências nesta cidade.



Após um ano de sofrimento e presumivelmente assistido pelos
seus Guias e protetores espirituais, o contador Francisco Favilla realizou sua
passagem para o mundo astral. Viúva, a irmã Emerita reorganiza sua vida e aluga
um sobrado, sito à Rua Real Grandeza nº. 26, em Botafogo. No andar térreo do
prédio funcionava um curso de preparação para jovens ingressarem em
instituições de ensino oficiais.



Estabelecida novamente na Cidade do Rio de Janeiro a irmã
Emerita passou a frequentar com assiduidade as reuniões espíritas presididas
pelo genro Ewaldo. Nesta época observa-se o começo do reordenamento na
orientação espiritual do pequeno núcleo espiritualista existente, que tinha
como base a família Favilla. Até então pelo que se sentia, a direção dos
trabalhos espirituais e a tônica da doutrinação era transmitida por irmãos
notoriamente vinculados, no passado, à Igreja Católica. Os mais assíduos nesta
missão foram os venerandos mestres Jerônimo de Praga e Thomaz de Aquino. Aos
poucos as Entidades mais frequentadoras aos cultos passavam a ser aquelas que
teriam tido, pelo menos, uma encarnação em algum país do Oriente. O irmão
WATUSIque incorporava na irmã Emerita, ministrando passes curativos, se
ausentou dando lugar a incorporação de outro espírito com grande conhecimento
de fitoterapia. Utilizando esta técnica medicinal o referido espírito realizava
curas por muitos consideradas como milagrosas. Este irmão mais tarde se
identificou como “CALUNGA DA MATA”. No irmão presidente incorporava o irmão
JAGUAR, Entidade que pela força espiritual e humildade conquista a confiança e
a admiração dos irmãos assistentes, cujo número crescia dia-a-dia.



Foi numa dessas sessões que aconteceu pela primeira vez a
incorporação do nosso Guia Chefe KALLABY SUFF HARAM. A médium era a irmã
Emerita que em transe transmitia incrivelmente com voz masculina a comunicação
que conhecemos com a intitulação de “A SAGA DE KALLABY SUFF HARAM”. Quem ainda
não a conhece poderá solicitar um exemplar na Secretaria da T.I.O. Entretanto,
o final da extensa comunicação não consta da publicação supra mencionada,
motivo pelo qual será reproduzido literalmente no próximo capítulo. Este texto,
sem dúvida, evidencia o término do reordenamento espiritual ocorrido, naquela
época, em  nossa comunidade.

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