Rio de Janeiro,
CAPÍTULO I - Os Primórdios

 

No dia 5 de agosto de 1896 na cidade de Salvador, Estado da Bahia,
nasceu uma linda menina de pele muito clara e olhos azuis, possivelmente
em virtude de ser descendente de famílias suíça e francesa, unidas pelo
casamento de seus pais, Joana e Tibúrcio. No Registro Civil recebeu o
nome de Emerita Delicourt Jezler, confirmado na pia batismal, pois as
respectivas famílias, por convicção e tradição, eram católicas
fervorosas. Daí porque a sua existência no campo religioso foi igual a
de quase todas as outras crianças da época, freqüentando as famosas
igrejas de sua terra natal, sendo que numa delas foi consagrada pela sua
1ª Comunhão. Proximamente aos 14 anos de idade conheceu o contador
Francisco Favilla, filho de tradicional família soteropolitana,
resultando desse conhecimento um casamento que perdurou até o passamento
do cônjuge masculino.


Com a realização do evento matrimonial a noiva adotou o nome de
Emerita Jezler Favilla, pelo qual passou a ser reconhecida até o fim de
seus dias. Após o casamento, sua vida correu tranqüila e nos moldes
habitualmente acatados pela sociedade de então, até que aos 31 anos,
grávida, esperando o seu oitavo filho*, começou a ser vítima de
convulsões em algumas oportunidades, e em outras, ficava com o corpo
totalmente hirto, balbuciando sons inexplicáveis, tudo intermediado por
dias e dias seguidos sem qualquer alteração comportamental.


Médicos consultados não souberam diagnosticar o que acontecia,
mesmo porque nos três últimos meses da gravidez os sintomas acima
descritos desapareciam como por magia.


No entanto, uma antiga serviçal da família que a tudo assistia,
entre serviços, por ser conhecedora dos rituais do candomblé praticados
nos terreiros de Salvador, junto aos íntimos afirmava: “não se
apoquentem, minha gente, isto são artes dos orixás”.


****obs.: O oitavo filho de Dª. Emerita é o irmão Paulo Favilla, hoje o mais antigo associado da Instituição.

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